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autoretrato de uma erva daninha (2026)

Técnica Videoarte experimental (2min04s). Vídeo digital Full HD (1080p, 30 fps, MP4/HEVC), fotografia autoral, imagens geradas por inteligência artificial e edição audiovisual digital .A trilha sonora original foi produzida pelo produtor musical Ch3fe por meio de processos de databending sonoro realizados no software Audacity.

Auto Retrato de uma Erva Daninha investiga a figura da artista como erva daninha, elaborando uma poética da resistência ao colonialismo digital e das relações híbridas entre natureza e tecnologia. A obra toma a erva daninha como metáfora de persistência, adaptação e sobrevivência, questionando as lógicas que determinam quais corpos, saberes e existências devem ser cultivados, legitimados ou erradicados nos ambientes físicos e digitais.

Por meio da linguagem da videoarte, o trabalho tensiona as fronteiras entre o orgânico e o artificial, refletindo sobre as formas como as tecnologias contemporâneas produzem novos regimes de visibilidade, pertencimento e exclusão. A erva daninha surge como uma figura que escapa ao controle, resiste às tentativas de domesticação e reinventa continuamente suas estratégias de existência.

A obra propõe formas não hegemônicas de coexistência e imagina futuros possíveis a partir da reinvenção do comum, aproximando práticas artísticas, ecologias críticas e perspectivas decoloniais sobre a tecnologia. Em vez de compreender natureza e técnica como domínios opostos, o trabalho investiga suas zonas de contaminação, simbiose e transformação mútua.

Assim, Auto Retrato de uma Erva Daninha afirma a potência política e poética das existências marginais, concebendo a resistência não como permanência estática, mas como capacidade de adaptação, deslocamento e criação de novas ecologias de vida, memória e imaginação coletiva.

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